O acesso ao SUS na percepção dos usuários LGBTs foi pauta de reunião

Categoria: Cidadania, Subs LGBT | Publicado: quarta-feira, janeiro 27, 2021 as 15:11 | Voltar

Com a proposta de discutir as dimensões de acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS), bem como da qualidade de seus serviços e o acolhimento para a população LGBT +, a Subsecretaria de Estado de Políticas Públicas LGBT juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (SESAU), realizou na manhã desta quarta-feira (27), uma reunião técnica com usuárias/os LGBTs do SUS.

A reunião foi conduzida pela psicóloga Rebeca de Lima Pompilio, Coordenadora do Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia (CENTRHO). “O acesso da população LGBT à saúde é marcado por obstáculos, como condutas inadequadas e atendimento discriminatório dos profissionais de saúde, os quais acabam por afastá-los dos serviços. E o nosso objetivo com o projeto Saúde em Movimento LGBT+ é dialogar com todos os órgãos que oferecem os serviços de saúde para essa parcela da população e de fato fazer com que seus direitos sejam respeitados”, explica Rebeca.

Vale ressaltar que o direito à saúde é assegurado pela Constituição Brasileira e concretizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS); porém, referente às demandas de saúde de grupos sociais vulneráveis, como a população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT+), ainda são observadas algumas barreiras diante de uma sociedade em que a cis-heteronormatividade prevalece.

“Nós fomos convidadas para participar do projeto e estamos aqui para ouvir, para entender como é o acesso as unidades de saúde, o que nós podemos fazer para melhorar. Inclusive ano passado iniciamos uma capacitação online com toda a nossa rede de atendimento e vamos continuar esse ano, nosso objetivo é de fato oferecer um bom atendimento em todos os setores da saúde”, reforça a gerente técnica de Equidade em Saúde da SESAU, Lucimara Faria.

Para o usuário Michell  o encontro é muito produtivo. “Eu estou aqui hoje como usuário do SUS, para passar todas as minhas experiências e contribuir para a construção de algo melhor. Eu comecei meu processo de transição em 2005, quando pouco era falado sobre o assunto, nem nome social existia, nós avançamos, mas precisamos mais”, conclui.

Publicado por: Jaqueline Hahn Tente

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